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Autoridades descartam implantar posto da Polícia Pacificadora

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Volta Redonda

Diante da sucessão de prisões e assassinatos que estão atingindo Volta Redonda, o DIÁRIO DO VALE lançou em seu site na Internet uma enquete com três opções para os internautas opinarem sobre formas de reduzir os índices de violência. A maioria dos leitores do site (55%) pediu que a Polícia Militar ocupasse as localidades mais violentas com postos da Polícia Pacificadora, nos mesmos moldes dos que estão sendo utilizados nas favelas da Zona Sul do Rio. No entanto, a opção foi rechaçada pelas autoridades de segurança e por lideranças comunitárias.

Ainda na enquete, 11% dos internautas que votaram acreditam que de nada adiantam ações governamentais, pois o aumento da violência está diretamente ligado a índole das pessoas. Com 30% dos votos, ficou em segundo lugar a opção que previa a continuidade da repressão policial (prisões) desde que acompanhada de maiores investimentos na Saúde, Educação e geração de empregos. Esta última alternativa foi também a que mais agradou os entrevistados pelo DIÁRIO DO VALE. Na opinião de associações de bairros e da própria polícia, a falta de políticas públicas por parte das autoridades governamentais ainda é o principal fator de aumento da violência.

Segundo o comandante do 28°BPM de Volta Redonda, tenente coronel Kléber dos Santos, há uma diferença muito grande entre as áreas ocupadas pela polícia no Rio com os bairros de Volta Redonda. 'No Rio, as áreas ocupadas permanentemente são áreas com acesso restrito, e são locais em que nem os serviços públicos mais essenciais podem ter acesso. É por esse motivo que a polícia do Rio tem criado postos permanentes com policiais especialmente preparados para áreas crônicas. É uma situação bem diferente de Volta Redonda, pois aqui não existe um domínio de área, não há um enfrentamento entre a polícia e facções criminosas que dominam um bairro todo, impedindo a circulação da polícia pelo local', disse ele.

- A ocupação permanente de áreas em guerra entre facções se justifica em algumas favelas do Rio devido à grande extensão dessas áreas dominadas pelo tráfico de drogas. Em Volta Redonda existe tráfico e tem crime, mas não se pode comparar a criminalidade daqui com a do Rio. O tratamento em Volta Redonda deve ser regionalizado e a ocupação permanente dessas áreas pode trazer problemas sérios se não for bem executado. Não vejo os bairros de Volta Redonda sendo palco de uma ocupação permanente, pois aqui a polícia tem livre acesso em qualquer bairro. O que falta ainda é uma ligação maior da população com as polícias através do disque denúncia - afirmou o coronel.

Bons resultados

Para o delegado titular da 93° Delegacia de Polícia (Volta Redonda), Carlos Alexandre Leite, o esquema do tráfico de drogas no município é diferente do praticado nas grandes cidades, como no Rio. Por isso, segundo ele, a presença permanente da polícia em alguns bairros pode trazer consequências imprevistas e graves, como a migração de marginais para outros bairros.

- O tráfico aqui é diferente. No Rio o tráfico de drogas é maior devido à área que sofre influência ser bem mais extensa. Aqui são áreas menores e fáceis de serem identificadas, contribuindo para uma melhor ação da polícia. No geral, o combate ao tráfico na cidade está tendo um bom resultado. Acho que o trabalho das polícias civis e militar na região tem tido resultados bem satisfatórios - disse o delegado.

Padre e líder comunitário cobram ajuda aos jovens

Para o coordenador do movimento Resgate da Paz, padre Juarez Sampaio, a questão da repressão ao tráfico de drogas é papel da polícia, mas ele defende o aumento de investimentos públicos nas áreas com maior índice de criminalidade.

- A princípio seria necessário que os órgãos públicos investissem mais em programas sociais, como investimentos nas áreas de educação, criando oficinas para as crianças ao longo do dia e dentro das escolas. Temos de aproveitar o espaço das quadras e das praças. Abrem-se quadras esportivas, mas sem programas sociais - disse o padre.

Camilo de Lellis Campos Pecegueiro, presidente da associação dos moradores da Vila Brasília, quer mais investimento para os jovens do bairro. 'Muitos jovens de bairros como a Vila Brasília são discriminados na hora de procurar um emprego devido às notícias negativas. Os jovens, que são o futuro do país, muitas vezes por falta de opções são chamados pelo tráfico e acabam aderindo'.

 

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