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Denúncia

PM é suspeito de agredir três pessoas em Volta Redonda

Última atualização em 10/05/2011, às 12h20

Um dos jovens que teria sido agredido pelo PM mostra os hematomas nas costas

Volta Redonda

O policial militar identificado como Marcus André Esteves Gomes, o 'Esteves', lotado no 28º Batalhão de Polícia Militar de Volta Redonda, é suspeito de agredir pelo menos três pessoas. As agressões foram registradas na 93ª DP na manhã de hoje (10) e aconteceram na noite de ontem. Segundo informações haveria ainda uma quarta vítima que por estar com a cabeça sangrando foi encaminhada diretamente para o hospital e ainda não realizou registro de ocorrência.

Fábio Junior Cardodo Santos, de 29 anos, e Douglas Ribeiro Isidora, de 18, foram conduzidos pelo policial Esteves até a delegacia na madrugada de hoje, sob alegação de desacato.
Apesar de não apresentar indícios visíveis de violência, o policial contou que Fábio teria o agredido com socos e uma cotovelada no nariz após resistir a abordagem realizada por ele num bar conhecido como Inferninho, localizado nas proximidades do Viaduto Nossa Senhora das Graças, no bairro Aterrado.

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Já Fábio alegou ter sido enforcado com uma gravata e agredido com socos e tapas no rosto. Ele contou ainda que os policiais estariam bebendo no bar. Fábio disse que estava no interior do bar, quando ouviu o barulho de uma briga e foi ver o que estava acontecendo. Neste momento o policial Esteves, acompanhado de outro PM, teria mandado que todos colocassem as mãos sobre a cabeça. Douglas, que havia se envolvido na briga, já estaria fugindo do local - devido a desvantagem que levaria pelo maior número de pessoas que estavam com o outro envolvido - quando foi abordado pelo policial. De acordo com Douglas, Esteves teria o agredido com tapas.

Um outro homem que estava no local contou em depoimento, como testemunha, que Fábio não reagiu à abordagem.

O outro caso foi registrado por Diogo Gomes Fernandes, de 28 anos. Ele contou na delegacia que guiava sua bicicleta na noite de ontem (9), por volta de 23 horas, na Rua Cincinato Braga, também no bairro Aterrado, em direção a um posto de gasolina, para encher os pneus da mesma, quando uma viatura da Polícia Militar passou por ele, retornou e o abordou.

A viatura era comandada por Esteves, que segundo Diogo, teria descido do carro, apontado uma pistola para ele e exigido que ele tirasse o tênis e a bermuda. Ele obedeceu, tirou a roupa, foi revistado e nada foi encontrado, mas ainda assim teria sido agredido com tapas no rosto. Um segundo policial - ainda não identificado - que estava em outra viatura teria parado e quebrado uma vara nas costas de Diogo.

Ainda de acordo com Diogo, a própria bicicleta dele teria sido usada para agredí-lo. Após minutos de violência, os policiais teriam entrado nas viaturas e ido embora, mas antes de deixar o local, Esteves teria tentado atropelar Diogo.
A mãe de Diogo, que o acompanhou à delegacia, contou ao DIÁRIO DO VALE que ao chegar na 93ª DP foi surpreendida pela presença do policial que estava no local fazendo o registro de Fábio. No momento em que viu Diogo, Esteves teria tentado tampar o nome exposto em sua farda com a mão, para não ser reconhecido, mas Diogo conseguiu identificá-lo.

- É um absurdo. Meu filho é gente de bem, não faz nada de errado. Ele ser agredido desta forma sem razão alguma e ainda por uma autoridade que deveria garantir sua segurança é inaceitável - disse ela.

Diogo e Fábio foram encaminhados para exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) para confirmar a autenticidade dos hematomas e a veracidade das acusações.
Segundo informações de policiais civis, outra vítima das supostas agressões do PM teria comparecido a delegacia nesta madrugada, porém como apresentava ferimentos na cabeça foi orientada a ir ao hospital e voltar depois para registrar a queixa.

Apuração

O comandante do 28º Batalhão, Antônio Jorge, informou ao DIÁRIO DO VALE que já iniciou um processo de apuração do caso.

”O policial envolvido já foi convocado e as acusações serão apuradas sob aspécto da instituição, porém a investigação de fato será procedida pela 93ª DP, onde as denuncias foram feitas. Caso as denuncias sejam constatadas como sendo verdadeiras o policial será processado, responderá crminalmente e sofrerá punição disciplinar”, disse, acrescentando após ser indagado sobre as possíveis punições ainda não poder especificar quais seriam as medidas coercitivas tomadas caso as denuncias se comprovem.

”Seria prematuro informar a graduação da punição. O grau da mesma dependerá a apuração. A punição pode consistir em afastamento, reclusão, medidas admistrativas... Não há como especificar agora”, respondeu.



Vítima também teve ferimentos no braço

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